Theatro Municipal de São Paulo

DCD267EB-1303-448A-9B07-4003FC2958BF
Theatro Municipal de São Paulo. Reprodução: Internet.

Como ainda não publiquei nenhum post nessa parte do blog intitulada “Viagens”, achei que seria legal começar com algo que retratasse a “cara” do blog, porém fugindo um pouco do “óbvio” (como por exemplo falar da visita ao museu “X” ou “Y”). Escolhi então começar falando sobre a primeira vez que fui em no TEATRO! E como foi legal!! Sério, que pena que não tem nenhum aqui em Colatina..

Quando fui para São Paulo participar do Seminário Internacional na Mackenzie, aproveitei para dar uma turistada na cidade já que nunca tive a oportunidade de ver um pouco de São Paulo além do aeroporto de Guarulhos. Cheguei lá no sábado à noite e o seminário só começaria na segunda-feira, então eu teria o domingo todo livre para andar pelo centro de São Paulo – claro que não tive coragem de me arriscar em “bater perna” por ai sem rumo e sem destino por motivos de: medo de assalto à mão armada só para tomarem meu celular! -, mas enfim.. planejei ir em pelo menos dois lugares que pudesse ficar dentro de quatro paredes sã e salva.. rs

E817E7CE-1D78-4D88-9E13-560E3265B060

Entrei no site oficial do Theatro Municipal na mesma semana da viagem e vi que a Orquestra Jazz Sinfônica estava em cartaz para o dia que eu iria. Pelo o que vi nas programações anteriores essa apresentação vem de tempos em tempos e não é sempre que está disponível, ou seja, era uma chance única! Comprei o ingresso online e já levei de casa.

………………………………………………………………..

A HISTORIA DO TEATRO

São Paulo ingressa numa época de modernidade, com ideais de progresso e cosmopolitismo durante as administrações dos prefeitos Antonio Prado ( 1889- 1910) e o barão Raimundo Duprat ( 1911-1914). Durante este período é implementado na cidade os projetos dos planejadores urbanos franceses Bouvard e Cochet –“prolongam-se e alargam-se as avenidas e ruas e as várzeas pestilentas cedem lugar a parques providos de ar e luz, sol, alamedas e lagos graciosos, harmonizando-se paisagismo e arquitetura.” (Monarcha,  p. 223). O centro da cidade ganha vida nova, um reforço enorme com a substituição dos lampiões a gás pela iluminação elétrica – branca e feérica, fornecida pela Light and Power. Com as transformações ocorridas na cidade, houve a necessidade de criar espaços de cultura e lazer para os habitantes. Um dos maiores exemplos de espaço cultural da época é o Teatro Municipal, uma obra neo-renascentista, que foi construída e inaugurada em 12 de setembro de 1911. O arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi iniciaram a construção em 1903 e, após oito anos de trabalho, o Teatro Municipal foi batizado pela ópera Hamlet, de Ambroise Thomas, diante de uma multidão de 20 mil pessoas . São Paulo passa a se integrar ao roteiro internacional dos grandes espetáculos.

operarios trabalharam teatro

 

A ARQUITETURA

A construção do Teatro Municipal foi considerada arrojada para a época. Recebeu influência da Ópera de Paris e sua arquitetura exterior tem traços renascentistas barrocos do século XVII. Em seu interior, exitem muitas obras de arte: Bustos, bronzes, medalhões, paredes decoradas, cristais, colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e mármores .

 

59BAF7F8-E7AC-4C21-A6F4-4C62CADE11EC

Descrição retirada do site “Historia de São Paulo”.

ORQUESTRA JAZZ SINFÔNICA

Com o intuito de resgatar as tradições das orquestras de rádio e televisão que fizeram sucesso entre os anos 1930 e 1970, e com a proposta de dar um tratamento sinfônico à música popular brasileira e universal, a Orquestra Jazz Sinfônica foi criada. Sua formação é bastante singular. Une a orquestra nos moldes eruditos a uma big-band de jazz, produzindo uma sonoridade ímpar.

Um dos grandes nomes da orquestra, responsável por transformar as melodias populares de compositores brasileiros em arranjos sinfônicos, foi Cyro Pereira (1929-2011), maestro dos Festivais da Record dos anos 1960 e um dos fundadores do grupo, que criou o repertório fundamental do grupo e ajudou a transformá-la numa das poucas com esse formato no mundo. Depois dele, a Jazz Sinfônica formou uma equipe de orquestradores de excelência, que trabalham diariamente para a formação do seu repertório – o grupo produz, em média, 100 partituras por ano e conta com um acervo de mais de 1,4 mil delas.

A Jazz Sinfônica apresenta-se em concertos regulares na capital e interior do estado de São Paulo, em muitos com importantes convidados. Já tocou com Tom Jobim, Milton Nascimento, Gal Costa, João Bosco, Toquinho, Paulinho da Viola, Daniela Mercury, John Pizzarelli, Stanley Jordan, Gonzalo Rubalcaba, Dee Dee Bridgewater e Paquito D’Rivera, entre outros. Já desenvolveu mais de 1,4 mil partituras baseadas em temas da música popular brasileira e mundial. Orquestrou músicas durante exibições de filmes, como Encouraçado Poterkin e Metrópolis.

Descrição retirada do site “Estado da Cultura”.

………………………………………………………………..

No dia da apresentação Marcelo Ramos – professor de musica da UFMG e ex maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas – foi o regente convidado . A apresentação foi realmente muito bonita e me surpreendeu muito, na verdade meu objetivo principal era ver o teatro em si (obvio né rs) e não necessariamente assistir a programação, por isso digo que valeu muito a pena e foi uma grata surpresa! Voltaria mil vezes!!

Fiquem com as fotos agora.. ! = )

Achei lindo os detalhes e as pinturas no teto da cafeteria!!