CASACOR 2018

/ RIO DE JANEIRO

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A CASACOR Rio de Janeiro é a primeira franquia, fora de São Paulo, e foi inaugurada em 1991. A mostra é comandada pela dupla Patricia Quentel e Patricia Mayer, sócias da 3Plus, empresa responsável pela organização do evento. A versão que celebra o jeito carioca de morar é sucesso desde a estreia, que teve um público bem alto para a época: 16 mil visitantes. Ao longos destes anos, 900 mil visitantes já visitaram 1.137 ambientes decorados, criados por 614 arquitetos, decoradores, designers de interiores e paisagistas (contando uma única participação entre os que fizeram repetidas vezes). Em toda a sua trajetória, CASACOR Rio já percorreu muitos imóveis ao longo da cidade — foram construções históricas (como a linda Villa Aymoré em 2015, ou a Mansão Rosa da Gávea em 2016), condomínios, shoppings, etc.

Em 2017, a sede foi pela primeira vez no centro da cidade no prédio AQWA Corporate, projetado pela Foster+Partners, do premiado arquiteto Norman Foster, e executado pela Tishman Speyer.

Já neste ano, o evento ocupa a antiga sede do grupo Monteiro Aranha, uma propriedade na Ladeira de Nossa Senhora que conta com um prédio de dez andares, uma casa em estilo colonial e área aberta de 2,5 mil m². Construído na década de 1920, o prédio de dez andares teve uso residencial por mais de 50 anos. Na década de 1970, após um retrofit comandado pelo arquiteto Edmundo Musa passou a ter uso corporativo. Cerca de 20 anos mais tarde, foi ocupado pelas empresas do grupo Monteiro Aranha. Agora, a CASACOR apresenta um novo tipo de propriedade mista, em que residencial, comercial e lazer aparecem cada vez mais próximos, de acordo com as necessidades de nosso tempo.

A mostra é composta por 42 ambientes, que trazem como fio condutor o tema A Casa Viva, que destaca a harmonia com a natureza, a convivência e as memórias afetivas.

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Descrição retirada do site CASACOR Rio de Janeiro

Estive na CASACOR Rio de Janeiro – 2018 no dia 3 de outubro onde pude visitar e conhecer a amostra pela primeira vez. Todas as fotos tiradas dos ambientes estão disponíveis a seguir..

FIM! (Por enquanto)

MUSEU NACIONAL

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Domingo passado acompanhei nos jornais e noticiários sobre o grande incêndio que aconteceu no Museu Nacional. É obvio que todos nós estamos chocados e revoltados com tudo e todos – especialmente os políticos –  sobre o que aconteceu, mas deixando um pouco de lado sobre o valor (que é imensurável) dessa perda, deixo aqui uma questão:

Por que nunca – jamais se quer – ouvi falar sobre esse lugar ? Por quê eu e tantos outros brasileiros só soubemos da existência do Museu Nacional agora depois que a tragédia aconteceu?

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Sinceramente, me sinto extremamente envergonhada por isso.

Vi em uma reportagem sobre um levantamento de que a quantidade de brasileiros que visitaram o Museu Nacional foi INFERIOR à quantidade de brasileiros que visitaram o Museu do Louvre em Paris no ano de 2017 inteiro !! Para mim isso deixa claro e ainda mais evidente o fato de que todos nós somos culpados e acendemos a chama de cada incêndio que vem ocorrendo em museus e instituições desde os últimos anos:

Museu de Arte Moderna: 8 de julho de 1978, destruiu quase todo o acervo, incluindo obras de Picasso e Dali; Instituto Butantã: 15 de maio de 2010, destruiu um dos maiores acervos vivos de cobras tropicais do mundo; Memorial da América Latina: 29 de novembro de 2013, além do prédio, a principal obra atingida foi uma tapeçaria da artista Tomie Ohtake e ainda teve 11 bombeiros feridos; Museu da Língua Portuguesa: 21 de novembro de 2015, deixou uma vitima, destruiu parcialmente o imóvel e consumiu todo seu acervo; Museu Nacional: 2 de setembro de 2018, destruiu quase todo seu acervo com milhões de artefatos históricos, antropológicos, botânico e outros mais, o edifício ficou severamente destruído.

Não é de hoje e muito menos de agora. Tudo o que temos perdido em meio à chamas é fruto do descaso tanto por parte dos governantes, quanto de nós cidadãos comum. Já está impregnado na cultura e passa pelo o governo, pela educação, chegando por fim no dia-dia de cada um de nós que NÃO NOS INTERESSAMOS SOBRE NADA que existe aqui. Por isso acredito que precisamos valorizar e cuidar mais do que temos aqui dentro e olhar menos para o que há lá fora, escolher bem e fiscalizar melhor nossos governantes, para que assim, não venhamos mais a chorar e a lamentar sobre mais outra grande tragédia igual a essa e tantas outras mais.

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Vale dizer que o prédio foi casa da monarquia do Brasil e nele foi assinado a declaração de independência em 1822. Foi sede da primeira Assembleia Constituinte da Republica de 1889 a 1891. O prédio em si já é um patrimônio importantíssimo e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O Museu Nacional representava um dos maiores museus de historia natural do mundo que completou 200 anos em junho deste ano.

Deixo aqui meu enorme pesar e essas poucas palavras sobre a tragédia no Museu Nacional do Rio de Janeiro.