A DEMOCRACIA DAS CIDADES

Este post está baseado no livro “A História da Arte” (Ernst Gombrich).

A Revolução da Arte grega marcou a descoberta da forma natural e do escorço. Aconteceu em uma época onde as pessoas começaram a contestar o que antes era seguido como certo pelas lendas dos deuses. Foi neste período que a filosofia, teatro e a ciência despertaram entre os homens gregos.

A democracia das cidades na Grécia, sobretudo Atenas, teve também um papel muito importante no desenvolvimento da arte grega. Quando a democracia atingiu seu ponto máximo, a arte grega também seguia o mesmo nível, chegando assim ao auge da evolução das artes. Isso aconteceu porque os escultores e pintores tinham certa participação nas questões do governo, mesmo sendo considerados simples trabalhadores para a sociedade culta.

o que está por trás da arte

Este post está baseado no livro “A História da Arte” (Ernst Gombrich).

Particularmente antes de começar a estudar sobre história da arte acreditava que se tratava apenas da evolução cronológica da técnica de desenhar, pintar ou esculpir, dentre as suas mais variadas formas e materiais e sua influência sobre a arquitetura durante os anos. Mas não! Se você, caro leitor, assim como eu, compartilha dessa mesma ideia pré concebida, fique sabendo agora mesmo que a história da arte na verdade trata daquilo que está por trás da arte.

 O conhecimento sobre as necessidades das primeiras civilizações nos traz um entendimento mais profundo sobre o fundamento da arte. Arrisco-me a dizer que qualquer fruto do trabalho humano, seja ele braçal, manual ou intelectual é forma de expressão artística. Até mesmo a ciência pode ser definida como arte unicamente pelo fato de ter sido originalmente desenvolvida através da necessidade e para fins de utilidade, movida pela curiosidade e pela ideia criativa – ideia que cria -, que inspirou pessoas a manipular números matemáticos, experimentos e fórmulas físicas, dissecar cadáveres, e por aí vai…

O início da manifestação da arte na história deu-se simplesmente pela necessidade de criar algo que tivesse alguma utilidade em determinado período, dentro de determinado povo ou civilização, no que tange ainda sua cultura ou grau de desenvolvimento social e intelectual. O processo de edificar construções assemelha-se fortemente a este conceito, pois sabemos que nenhuma edificação, por mais bela que seja sua forma, despertará o sentimento de admiração por parte de seu observador caso o construtor não siga previamente e à risca os critérios de utilidade e concordância ambiental – e cultural – no qual será inserida sua obra. Ou seja, toda construção que houve ou que há no mundo origina-se – antes de tudo – pela utilidade e atendendo a alguma necessidade. Exatamente por este motivo foi que há cerca de 15 mil anos atrás as primeiras manifestações artísticas iniciaram-se.

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Pinturas feitas há cerca de 15 mil anos. Em cima, bisão, encontrado na caverna de Altamira – Espanha. Em baixo, animais no teto da caverna de Lascaux. Fonte: extraído do livro “A História da Arte” (Ernst Gombrich).

Tomando como exemplo as imagens e esculturas das civilizações primitivas feitas para rituais de magia e proteção, facilmente refletimos que estes povos não estavam interessados em contempla-los, mas sim, na necessidade de possuir artefatos com poder místico é mágico. Neste contexto, não se trata de concebê-los formosos ou belos, mas de fazê-los de modo que haja “vida”, para que então haja “magia” – cumprindo assim o conceito de utilidade. Muitas imagens e esculturas nem mesmo eram feitas para serem expostas a olhos humanos, sendo encontradas milhares de anos mais tarde em cavernas profundas e até mesmo dentro das pirâmides dos faraós no Egito. É importante considerarmos que por mais tola que nos pareça ser as crenças e hábitos do passado, toda arte que originou destes tempos estão diretamente ligada à nossa forma atual de criar, produzir, construir ou inventar a arte.

Entender a história da arte é entender nossa própria história, e aquilo que está por trás da arte nada mais é do que as ideias, os conceitos, os pensamentos e as necessidades que a originaram e que estão em constante mudança ao longo do tempo.