RECOMEÇOS

Na vida passamos por diversos recomeços. Alguns deles acontecem quando menos esperamos ou quando planejamos cada detalhe. Não tenho dúvida alguma que em todo e qualquer recomeço é necessário uma coisa fundamental e super importante: ÂNIMO.

Recomeços não existem para nos desanimar ou para dizer que estávamos enganados da primeira vez, ou ainda que fizemos tudo errado.. não! Recomeços são como oportunidades dadas por Deus (ou pela vida) para que tenhamos uma nova perspectiva, visão, auto conhecimento e experiência sobre o fato em questão. Somente com uma dose extra de ânimo é que conseguimos enxergar os recomeços de uma forma boa e natural.

Ânimo para recomeçar é capaz de nos impulsionar de dentro para fora e dar-nos novos rumos e sonhos na vida. Recomeços são como uma dificuldade momentânea que nos tira da famosa zona de conforto e nos faz CRESCER..

E é assim que eu começo a encarar os recomeços na minha vida daqui em diante! E não apenas por estar recomeçando este blog, mas por ter sido grandemente abençoada pela a OPORTUNIDADE de reescrever a minha vida e viver os sonhos que sonhei quando ainda nem sabia que era capaz de alcançar lugares tão altos ou tão distantes.

Um turbilhão de sentimentos passam pela minha mente enquanto escrevo este texto. Estou dentro do meu voo para São Paulo e de lá embarco hoje ainda para Londres – Inglaterra. Ainda não posso dizer que é uma mudança definitiva de país, mas já sinto dentro do meu coração que estou recomeçando uma nova fase que será bastante desafiadora e excitante.

Levo comigo não só ÂNIMO, mas também muita FÉ e CORAGEM para viver todos os desafios que tenho à frente, pq sei que junto deles ganharei kilos de novas experiências maravilhosas.

Que o Senhor Jesus me guarde e abençoe!

Não te mandei eu ? Esforça-te, e têm bom ânimo; não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares. “

(Josué 1:9)

GOD SAVE THE QUEEN

Ver o Buckingham Palace pessoalmente pela primeira vez foi SUR RE AL! Estava andando da Piccadilly Circus em direção ao Big Ben quando derrepente parei bem no começo da “The Mall” que é uma avenida reta de frente para o palácio, ia atravessar e seguir em frente quando olhei de lado e o vi bem la de plano de fundo com o por do sol refletindo o memorial da Rainha Victoria! Não poderia ter tido uma surpresa tão boa e uma primeira impressão tão maravilhosa no meu primeiro dia em Lãndãn..

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.. e por fim fui até à beira do Tâmisa ver as primeras luzes da London Eye se ascenderem..

DARLING, YOU’VE STOLEN MY HEART ! 🇬🇧❤️🇬🇧❤️🇬🇧❤️🇬🇧

 

 

Museu de Arte de São Paulo

O MASP!

No mesmo dia que vistei o Theatro de São Paulo, também aproveitei para conhecer o Museu de Arte de São Paulo (MASP). No dia que fui estava bastante movimentado tanto dentro do vão quanto na avenida Paulista. Alias, quem for no final de semana, lembre que aos domingos a avenida Paulista é fechada para o transito de veículos e o acesso fica exclusivo só para pedestres!

O ingresso pode ser comprado na própria bilheteria do museu – acho q não vale a pena comprar com antecedência, a menos que você esteja pretendendo visitar uma exposição com acesso limitado!

O acervo do MASP é composto tanto pela coleção fixa quanto por algumas exposições recorrentes – vale a pena entrar no site oficial do museu e ver a programação.

Não vou falar muito aqui nesse post, deixo por conta das fotos que fiz de algumas obras…

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CASACOR 2018

/ BRASÍLIA

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Em 2018, a CASACOR Brasília completa 27 anos com as arquitetas Eliane Martins e Sheila Podestá à frente do evento. As duas têm uma longa história com CASACOR, tendo participado, pela primeira vez, em 1994 com o Quarto de Casal. Mais tarde, no ano 2000, uniram-se à administração com a dupla que inaugurou a mostra tanto em Brasília quanto em Goiás, Abadia Teixeira e Catarina Bastos. Posteriormente, assumiram totalmente as duas franquias da região.

Neste ano, a mostra resgata novamente a lembrança e história da região, ocupando a Casa da Manchete, projetada por Oscar Niemeyer, em 1978. Localizada no Setor de Indústrias Gráficas, a construção é organizada em três alas que contornam um pátio central, formando um desenho em “u”.

A casa é ressignificada com as inovações de 39 ambientes assinados por cerca de 60 profissionais, em 5 mil m².

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DESCRIÇÃO RETIRADA DO SITE DA CASACOR BRASILIA

Assim como fui ao Rio visitar a CASACOR no inicio de outubro, também tive a chance de ir conhecer a amostra em Brasília (graças a mega promoção relâmpago de milhas da Latam!!). Fui dia 30/10 e concidentemente também era o ultimo dia para as visitações. Achei bem mais movimentado e cheio do que no Rio de Janeiro, mas isso aconteceu devido ao fato de que era o dia da venda das peças, móveis, objetos, eletrônicos e eletrodomésticos que compunham a exposição, então as pessoas não estavam ali só para ver os ambientes – foram para comprar também ($$$)!!

Gostei muito da CASACOR Rio de Janeiro, mas particularmente achei a de Brasília mais “imponente” e bastante diferente/inovadora. Conhecendo duas amostras diferentes porém com o mesmo tema – Casa Viva -, cheguei a conclusão que vale muito a pena ir em mais de uma se for possível. A criatividade e o nível de qualidade dos profissionais envolvidos é altíssimo, então você não verá “muito da mesma coisa” ou terá a impressão que está tudo igual.

Já fico na expectativa e contando os dias para a edição 2019!! \o/ hehehe

 

The End – até ano que vem CASACOR!

Theatro Municipal de São Paulo

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Theatro Municipal de São Paulo. Reprodução: Internet.

Como ainda não publiquei nenhum post nessa parte do blog intitulada “Viagens”, achei que seria legal começar com algo que retratasse a “cara” do blog, porém fugindo um pouco do “óbvio” (como por exemplo falar da visita ao museu “X” ou “Y”). Escolhi então começar falando sobre a primeira vez que fui em no TEATRO! E como foi legal!! Sério, que pena que não tem nenhum aqui em Colatina..

Quando fui para São Paulo participar do Seminário Internacional na Mackenzie, aproveitei para dar uma turistada na cidade já que nunca tive a oportunidade de ver um pouco de São Paulo além do aeroporto de Guarulhos. Cheguei lá no sábado à noite e o seminário só começaria na segunda-feira, então eu teria o domingo todo livre para andar pelo centro de São Paulo – claro que não tive coragem de me arriscar em “bater perna” por ai sem rumo e sem destino por motivos de: medo de assalto à mão armada só para tomarem meu celular! -, mas enfim.. planejei ir em pelo menos dois lugares que pudesse ficar dentro de quatro paredes sã e salva.. rs

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Entrei no site oficial do Theatro Municipal na mesma semana da viagem e vi que a Orquestra Jazz Sinfônica estava em cartaz para o dia que eu iria. Pelo o que vi nas programações anteriores essa apresentação vem de tempos em tempos e não é sempre que está disponível, ou seja, era uma chance única! Comprei o ingresso online e já levei de casa.

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A HISTORIA DO TEATRO

São Paulo ingressa numa época de modernidade, com ideais de progresso e cosmopolitismo durante as administrações dos prefeitos Antonio Prado ( 1889- 1910) e o barão Raimundo Duprat ( 1911-1914). Durante este período é implementado na cidade os projetos dos planejadores urbanos franceses Bouvard e Cochet –“prolongam-se e alargam-se as avenidas e ruas e as várzeas pestilentas cedem lugar a parques providos de ar e luz, sol, alamedas e lagos graciosos, harmonizando-se paisagismo e arquitetura.” (Monarcha,  p. 223). O centro da cidade ganha vida nova, um reforço enorme com a substituição dos lampiões a gás pela iluminação elétrica – branca e feérica, fornecida pela Light and Power. Com as transformações ocorridas na cidade, houve a necessidade de criar espaços de cultura e lazer para os habitantes. Um dos maiores exemplos de espaço cultural da época é o Teatro Municipal, uma obra neo-renascentista, que foi construída e inaugurada em 12 de setembro de 1911. O arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi iniciaram a construção em 1903 e, após oito anos de trabalho, o Teatro Municipal foi batizado pela ópera Hamlet, de Ambroise Thomas, diante de uma multidão de 20 mil pessoas . São Paulo passa a se integrar ao roteiro internacional dos grandes espetáculos.

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A ARQUITETURA

A construção do Teatro Municipal foi considerada arrojada para a época. Recebeu influência da Ópera de Paris e sua arquitetura exterior tem traços renascentistas barrocos do século XVII. Em seu interior, exitem muitas obras de arte: Bustos, bronzes, medalhões, paredes decoradas, cristais, colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e mármores .

 

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Descrição retirada do site “Historia de São Paulo”.

ORQUESTRA JAZZ SINFÔNICA

Com o intuito de resgatar as tradições das orquestras de rádio e televisão que fizeram sucesso entre os anos 1930 e 1970, e com a proposta de dar um tratamento sinfônico à música popular brasileira e universal, a Orquestra Jazz Sinfônica foi criada. Sua formação é bastante singular. Une a orquestra nos moldes eruditos a uma big-band de jazz, produzindo uma sonoridade ímpar.

Um dos grandes nomes da orquestra, responsável por transformar as melodias populares de compositores brasileiros em arranjos sinfônicos, foi Cyro Pereira (1929-2011), maestro dos Festivais da Record dos anos 1960 e um dos fundadores do grupo, que criou o repertório fundamental do grupo e ajudou a transformá-la numa das poucas com esse formato no mundo. Depois dele, a Jazz Sinfônica formou uma equipe de orquestradores de excelência, que trabalham diariamente para a formação do seu repertório – o grupo produz, em média, 100 partituras por ano e conta com um acervo de mais de 1,4 mil delas.

A Jazz Sinfônica apresenta-se em concertos regulares na capital e interior do estado de São Paulo, em muitos com importantes convidados. Já tocou com Tom Jobim, Milton Nascimento, Gal Costa, João Bosco, Toquinho, Paulinho da Viola, Daniela Mercury, John Pizzarelli, Stanley Jordan, Gonzalo Rubalcaba, Dee Dee Bridgewater e Paquito D’Rivera, entre outros. Já desenvolveu mais de 1,4 mil partituras baseadas em temas da música popular brasileira e mundial. Orquestrou músicas durante exibições de filmes, como Encouraçado Poterkin e Metrópolis.

Descrição retirada do site “Estado da Cultura”.

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No dia da apresentação Marcelo Ramos – professor de musica da UFMG e ex maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas – foi o regente convidado . A apresentação foi realmente muito bonita e me surpreendeu muito, na verdade meu objetivo principal era ver o teatro em si (obvio né rs) e não necessariamente assistir a programação, por isso digo que valeu muito a pena e foi uma grata surpresa! Voltaria mil vezes!!

Fiquem com as fotos agora.. ! = )

Achei lindo os detalhes e as pinturas no teto da cafeteria!!

CASACOR 2018

/ RIO DE JANEIRO

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A CASACOR Rio de Janeiro é a primeira franquia, fora de São Paulo, e foi inaugurada em 1991. A mostra é comandada pela dupla Patricia Quentel e Patricia Mayer, sócias da 3Plus, empresa responsável pela organização do evento. A versão que celebra o jeito carioca de morar é sucesso desde a estreia, que teve um público bem alto para a época: 16 mil visitantes. Ao longos destes anos, 900 mil visitantes já visitaram 1.137 ambientes decorados, criados por 614 arquitetos, decoradores, designers de interiores e paisagistas (contando uma única participação entre os que fizeram repetidas vezes). Em toda a sua trajetória, CASACOR Rio já percorreu muitos imóveis ao longo da cidade — foram construções históricas (como a linda Villa Aymoré em 2015, ou a Mansão Rosa da Gávea em 2016), condomínios, shoppings, etc.

Em 2017, a sede foi pela primeira vez no centro da cidade no prédio AQWA Corporate, projetado pela Foster+Partners, do premiado arquiteto Norman Foster, e executado pela Tishman Speyer.

Já neste ano, o evento ocupa a antiga sede do grupo Monteiro Aranha, uma propriedade na Ladeira de Nossa Senhora que conta com um prédio de dez andares, uma casa em estilo colonial e área aberta de 2,5 mil m². Construído na década de 1920, o prédio de dez andares teve uso residencial por mais de 50 anos. Na década de 1970, após um retrofit comandado pelo arquiteto Edmundo Musa passou a ter uso corporativo. Cerca de 20 anos mais tarde, foi ocupado pelas empresas do grupo Monteiro Aranha. Agora, a CASACOR apresenta um novo tipo de propriedade mista, em que residencial, comercial e lazer aparecem cada vez mais próximos, de acordo com as necessidades de nosso tempo.

A mostra é composta por 42 ambientes, que trazem como fio condutor o tema A Casa Viva, que destaca a harmonia com a natureza, a convivência e as memórias afetivas.

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Descrição retirada do site CASACOR Rio de Janeiro

Estive na CASACOR Rio de Janeiro – 2018 no dia 3 de outubro onde pude visitar e conhecer a amostra pela primeira vez. Todas as fotos tiradas dos ambientes estão disponíveis a seguir..

FIM! (Por enquanto)

SEMINÁRIO INTERNACIONAL

GESTÃO INOVADORA DE BAIRROS HISTÓRICOS

Fábrica de Restauro – São Paulo – 10 e 11 de setembro de 2018

Bom, vou começar dizendo sobre o que me fez ir até São Paulo só para assistir um seminário sobre patrimônio e restauração. Sabemos que os arquitetos são os percussores ou “os mestres” quando se fala em projeto de restauração e tombamento dos edifícios e bairros históricos. Sem dúvida alguma qualquer projeto desse tipo deve ser liderado por um arquiteto formado, capacitado e competente, mas devemos ter em mente que a preservação desses edifícios ou áreas inteiras abrange na prática muito mais que o conhecimento técnico dos nossos arquitetos e urbanistas. Pode – e deve – somar ainda a participação de restauradores, historiadores, sociólogos, economistas, urbanistas especialistas, engenheiros, governantes, voluntários e ainda a população que ali reside. Por esta razão, como engenheira civil, meu único objetivo em acompanhar este evento foi simples e não menos importante: CONHECIMENTO.

Já disse aqui que me identifico mais com a arquitetura do que com a engenharia propriamente dita, mas além das minhas escolhas e gosto pessoal, acredito que um engenheiro bem informado (ou formado) vale por dois, e um engenheiro que respeita, conhece, e está esclarecido sobre os assuntos que diz respeito a seus colegas, talvez este valha por mil. Considerando o que acabei de dizer, enquanto participava da oficina “Fabrica de Restauro” tive a satisfação de ser cumprimentada publicamente por um professor da UFMG! Sim eu fiquei com bastante vergonha! Rs Mas também muito orgulhosa de mim mesma e para mim só reforçou o conceito de: busque o máximo que houver para ser o melhor que puder e faça a diferença! Eu era a única engenheira civil dentre aproximadamente 60 arquitetos nessa oficina.

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Abertura do seminário. Fonte: CAU/SP

O seminário foi pensado e liderado pela Nádia Somekh com parceria da CAU/BR, Universidade Mackenzie e CAU/SP. Foi idealizado para apresentar e viabilizar a implementação do modelo britânico de preservação do patrimônio público no Brasil.

Na Inglaterra, há uma pequena agência local para cada patrimônio histórico arquitetônico, todas ligadas à organização The Heritage Alliance, onde cada agência dessas tem um arquiteto projetista, um responsável pelo restauro e um captador de recursos, sendo que a iniciativa britânica é sustentável e integra toda a comunidade. (Fonte: CAU/BR)

Se nossos amigos da terra da rainha já descobriram como viabilizar a conservação e a restauração do seu patrimônio, por que não aprender alguma coisa com eles ?  Não seria em um momento melhor – ou pior – não é mesmo?!